Friday, March 10, 2006

A Maldição do Crachá.

Poucos sabem da historia descrita abaixo, mas tudo se passou em uma grande empresa, onde João trabalhara...


1981 ...

Era agosto e fazia muito frio naquela pequena cidade rodeada por empresas de alta tecnologia.
Era temporada de caça a cabeças. O Termo head hunter era muito difundido naquela pequena cidade, pois as empresas estavam contratando absurdamente. E João estava no processo seletivo para atuar em uma dessas grandes empresas. O sonho dele era atuar como um grande operador de computador. Não foi dificil para ele conseguir o emprego, ja que tinha acabado de se matricular em uma faculdade do ramo de computadores.
O emprego não seria dificil, trabalharia em refezamento juntamente com outros operadores, e o serviço era bem legal até. Ele certamente gostaria.

Claudio tambem tinha conseguido a vaga e seria parceiro de João. Trabalhariam juntos, e revezariam os turnos e trabalhos de final de semana.

Começaram os serviços, as empresas fecharam as portas e mais uma temporada de contratações havia acabado.

1983...

Apos 2 anos trabalhando no seu feliz trabalho, João começava a demonstrar sinais de cansaço e começava a reclamar da empresa, pois os gerentes eram omissos, e eles nunca tinham promoção alguma. Claudio trabalhava feliz como se tudo fosse as mil maravilhas. Sempre sorrindo, cantando, assobiava pelos corredores, conhecia todos e os comprimentavam quando os vias. João começava a invejar a dinamica de Claudio, e isso afetava diretamente em seu trabalho.
Começava a se desgastar e os erros começaram a ser constantes. Os gerentes começavam a ficar de olho em João.

Agosto estava chegando, e mais uma temporada de caça estava para acontecer. Claudio estava indo trabalhar todo feliz quando viu um carro encostado com o pisca alerta acesso, e uma sombra acenava do acostamento. Quando foi chegando mais perto, Claudio observou que se tratava de João, e parou logo para ajudar seu amigo.

Quando João percebeu que seu amigo iria parar para ajudar, pegou alguma coisa de dentro do carro. Claudio só foi descobrir o que era, minutos antes de receber o golpe na testa. Uma machadinha de cortar lenha, lhe cortava o cerebro em 2 partes iguais. Muito sangue voava para os lados. Era sangue para todos os lados, João decepou a cabeça de Claudio, e depois cortou os membros, torax, tudo.

Tirou sacos plasticos de sanito de dentro de seu carro, e começou a guardar aquelas partes ainda quente de presunto mau passado. Aquilo ainda não proliferava cheiro algum, era fresco e João ria muito. Ensacava dedos, mão, braços, pernas. Depois ensacou as tripas, figados, rins, pulmão,
estava dilacerado. Uma cena muito macabra.

Correu dentro de seu carro para desligar o pisca-alerta para não chamar mais a atenção, e depois disso, começou a jogar os sacos no buraco que abrira antes da chegada do socorro.

Depois, empurrou a terra com uma pá, bateu bem, e incendiou o carro de Claudio em cima da cova rasa que tinha acabado de criar.

Assim, todas as cinzas que caissem, iriam encobrir o assassinato.

Entrou no seu carro, todo sujo de terra, trocou rapidamente de roupa, e foi ao trabalho para mais uma jornada.

1986...

Apos tres anos do assassinato, a policia ainda não tinha pistas sobre o desaparecimento de Claudio. João ja havia prestado todos os depoimentos, e não havia levantado suspeita alguma.

Tambem havia sido promovido nesse meio tempo, e tinha conseguido um novo cracha. Um cracha dourado, com o logotipo oficial da empresa, todo cheio de charme. O Crachá que ele queria a muito tempo, desde que havia entrado ali.


... continua ...


De uma maneira insolita, aquele cracha não poderia ser de todo algo de bom, Claudio havia voltado, e seu espirito desincarnado, estava pronto para fazer a folha de João.
Não era de se esperar que uma maldição havia cido posta sobre aquele cartão dourado.

Muito em breve, todos conheceriam a triste historia de João.

... continua ...
bom,

decidi criar este blogger para postar os meus contos, as minhas rasuras, as ideias, sobre meu mundo putrefo.

logo vou iniciar o mesmo, para tentar passar o sono da madrugada. Como não escrever essas coisas sendo da noite ? um mero mortal, que por muitas noites a passa a fio, trabalhando sem ser notado e lembrado.

vamos nessa...